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"Parte 1:Quero aqui registrar a decepção, indignação, revolta, dor e imensa saudade, que eu e minha família estamos passando, depois que levamos o nosso cachorro de estimação (NINO), ao IRV – Instituto de Radiologia Veterinária, onde o mesmo chegou andando normalmente, para fazer uma tomografia do encéfalo, com coleta de liquor, solicitada pelo neurologista Dr. Emílio Leite, do Hospital Veterinário Natal Pet Center, apesar de aparentemente não considerar a hipótese de meningite verdadeira. Este Procedimento foi realizado pelo Dr. Marcius A. P. Klem, no dia 11/06/21 pela manhã, à noite, 12 horas depois, NINO ainda estava bastante sonolento, o que não se justifica pela sedação, pois já teria tempo suficiente para recuperação. No dia seguinte 12/06/21, ele já começou a apresentar convulsões e logo em seguida ficou com alterações de força do lado direito do corpo, incoordenação e dificuldade respiratória. Este quadro foi se agravando muito rapidamente, culminando com a paralisia total dos quatro membros, mas deixando NINO totalmente lúcido, o que considero ser a pior situação para qualquer ser vivo, uma cabeça funcionante aprisionada a um corpo inútil. Na tentativa de reverter este quadro, fizemos todo o possível, internamos NINO no hospital Natal Pet Center no dia 14/06/21, de onde teve alta no dia 15/06/21. No dia 17/06/21 internamos novamente no hospital Tico e Teco, sendo liberado no dia 20/06/21. Fez uso de corticoide (dose alta) e anticonvulsivante para SNC, colar cervical de proteção contínuo, pela flacidez da cabeça.Em casa, iniciamos o acompanhamento com fisioterapeuta, na tentativa de fortalecer membros para conseguir sustentar o tronco, e até recuperar suas funções locomotoras, o que não foi possível. Infelizmente, após apenas 15 dias, em 26/06/21, da realização da tomografia e coleta do liquor, NINO foi à óbito da pior forma: totalmente hipotônico, (com os músculos dos membros totalmente atrofiados); 24 horas deitado no chão, sem conseguir sequer levantar a cabeça, apresentando disfagia e engasgos, portanto sem conseguir nutrir; apresentando retenção urinária com necessidade de sondagem vesical de alívio intermitente, constipação intestinal, sendo feitas manobras abdominais para conseguir evacuar, respiração ruidosa, superficial e rápida, com esforço, até que por fim apresentou respiração agônica vindo a falecer. Foram dias de extremo esgotamento e sofrimento, para toda família e para NINO, culminando com um desfecho catastrófico, visto que NINO era totalmente ativo, independente e saudável durante mais de 12 anos em nosso lar.Ao nosso ver, este acontecimento, teria sido totalmente evitável se uma avaliação mais criteriosa da necessidade de tomografia tivesse sido feita e antes de realizar este procedimento cervical invasivo de coleta de liquor, esta tomografia fosse devidamente analisada. Afinal, momentos antes, existia uma tomografia que mostrava uma massa em região posterior do cérebro, conforme, laudo assinado pelo Dr. Marcius, com sinais de hipertensão craniana e possibilidade de herniação de tronco encefálico, contudo, e pelo visto às cegas, foi realizado um exame contraindicado nesta situação, coleta de liquor cervical, e ainda com duas tentativas de punções, que resultaram nessa VERTIGINOSA deteriorização da higidez e saúde de NINO. Alguns dias após o falecimento de NINO, mantive contato telefônico com o Dr. Marcius, o indaguei sobre a realização da coleta do liquor, a resposta dele foi que, na veterinária, é comum realizar a coleta do liquor antes da análise das imagens da tomografia. Ora, isso é inadmissível a nosso ver! Esta aparente desculpa não nos convenceu porque se assim o for, é o mesmo que assumir todos os riscos de disparar um tiro no escuro! De que adianta então o exame de imagem se ele não for analisado antes do procedimento? Desta maneira, se o que o Dr. Marcius falou for verdade, espero e acredito que os protocolos para realização destes procedimentos sejam revistos com urgência, para não provocar mais sofrimentos aos pacientes e seus familiares.
Continua na imagem!"